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June 16 A pobreza não é a da causa violênciaMuitas vezes ouvimos falar que a causa da violência é a má distribuição de renda....que faz umas pessoas terem mais e outras terem menos. As que tem menos...ditas pobres não teriam muitas chances na vida por não ter estudo, por não ter uma família bem estuturada, por conviver com a criminalidade e as drogas no seu cotidiando e por não ter opções de trabalho, o crime seria a saída.
Acho este discurso um tanto quanto conformista e irreal. Não digo que seja mentiroso ao todo, pois tais características estão presentes sim nas classes pobres, mas não justificam a entrada no crime. Não quero entrar em um discurso moralista, mas quero apenas fazer uma comparação entre as classes sociais.
Todas as caracteristicas citadas a cima estão presentes tambem no dia a dia de uma família rica e burguesa.
Não ter estudo- apesar dos filhos dos burgueses estaram matriculados em colégios particulares, isto não é sinônimo de terem educação. As escolas são caríssimas, mas a ótica de educação é meramente mercadológica, visando o lucro. Quanto mais alunos a escola aprova no vestibular, mais "forte" ela é. Os professores querem receber seu salário(que nem sempre é dos melhores) no fim do mês e os alunos querem um diploma, o verdadeiro sentido da educação se foi. Eles tem diplomas, mas não conseguem interpretar uma poesia, não conseguem criticar uma reportagem no jornal nacional, não conseguiram exercer o convívio social e as trocas que geram o verdadeiro conhecimento que se leva pra toda vida, pois estão mais preocupados com outros assuntos.
Não ter uma família bem estruturada- não são só os pobres que tem vários irmãos, cada um filho de um pai. Os ricos tem as suas famílias destruturadas. No mínimo são dois ou três casamentos, os filhos tem um monte de meios irmãos, não tem contato com os pais, pois estão ocupados demais com as suas empresas pra administrar e com os seus milhóes para desviar. Os pais são ausentes, logo, são criados por babás e mais tarde pela internet, por revistas, pela tv, pela Avril lavigne e pelo NXzero. Os pais são bebados e muitos viciados em cocaína, as mães tomam remédios pra dormir e para depressão.
Conviver com a criminalidade e as drogas no seu cotidiano- desde cedo os filhos da buguesia usam drogas, começam nas festinhas e no banheiro da escola usando lança perfume e maconha, logo começam a frequentar as raves e micaretas onde conhecem as drogas sintéticas, se encontram viciados e começam a revender pra sustentar seu vicio. Assim como nas favelas, eles começam a fumar maconha com 11 e 12 anos. Logo se veem traficantes de drogas e mais tarde se envolvem com outros tipos de criminalidades. Eles convivem com isso pois muitos tem os pais que desviam verbas, fazem lavagem de dinheiro, matam os adversários políticos etc, fora seus amigos que apesar de serem playboys, terem estudado em boas escolas e faculdades, tem prazer de matar os outros apenas pra mostrar que lutam bem jiu-jitsu e pra obterem respeito.
Não ter opções de trabalho- este quisito não é desculpa pra nenhuma das duas classes pois tanto o cara pode ter um diploma de advocacia e não conseguir emprego como cara pode não ter diploma, ser camelô, e conseguir ter uma vida digna.
A questão é que a corrupção, a violência, a criminalidade, as drogas, a pronografia, tudo isto está presente em ambas as classes. Prova que não é uma questão de classe, é uma questão de caráter.
O que acaba acontecendo é que se torna muito mais visível nas classes pobres, já que os ricos tentam sempre esconder e camuflar os seus desvios de caráter, estão sempre fazendo discursos éticos e moralistas quando na verdade vivem um tremendo vazio interior.
O discurso com o qual eu começo o texto só serve para cada vez mais nós marginalizarmos as classes pobres como sendo pobre coitadas, vitimizadas, e que nós temos que ir lá e fazer uma caridade pra dizermos o quanto somos bonzinhos.
O que verdadeiramente muda a vida das pessoas, é a transformação do caráter delas, tanto do rico, quanto do pobre.
Isso só encontramos em Jesus, o único que dá um sentido pra nossas vidas, tira o vazio e dá força pra viver cada dia. August 28 Blog do Atilio Boronele é um ótimo cientista político e sociologo da atualidade.
é argentino mas descute diversos assuntos da política e economia no mundo...(en espanhol) August 19 As loucuras do evangelhose liga só na doidera:
Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus
Pois está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios e aniquilarei a inteligência dos instruídos.
Onde está o sábio? Onde o escriba? Onde, o inquiridor deste século? Porventura, não tornou Deus louca a sabedoria do mundo?
Visto como, na sabedoria de DEus, o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria, aprouve a Deus salvar os que crêem pela loucura da pregação.
Porque tanto os judeus pedem sinais, como os gregos buscam sabedoria;
mas nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para judeus , loucura para os gentios;
mas para os qu foram chamados, tanto judeus como gregos, pregamos a Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus.
Porque a loucura de Deus é mais sábia do que homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens.
Irmãos, reparai, pois, na vossa vocação; visto que não foram chamados muitos sábios segundo a carne , nem muitos poderosos, nem muitos de nobre nascimento;
pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas para envergonhar as fortes;
e Deus escolheu as coisas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que não são, para reduzir a nada as qua são;
a fim de que ninguém se vanglorie na presença de Deus.
I Coríntios 1: 18 - 29 (na Bíblia) August 14 Ainda é possível ser puroPuro de mente, corpo e coração....é possivel!
"Foi para a liberdade que Ele (Jesus) nos libertou"
Então porque ainda somos escravos do pecado?....
Peça para Jesus mais uma chance...
Que Ele te limpe, passe o santo sanque dele sobre nós...
Sangue sem pecado, que nos purifica
Sozinhos não podemos.... Mas Ele pode te ajudar... July 29 O maior Homem na histórianão teve nenhum empregado, no entanto chamaram-no Soberano.
Não teve nenhum diploma, no entanto chamaram-no professor. Não tinha nenhum medicamento, no entanto chamaram-no Doutor. Não teve nenhum exército, no entanto os reis temeram-no. Não ganhou nenhuma batalha militar, no entanto conquistou o mundo. Não cometeu nenhum crime, no entanto o crucificaram. Foi enterrado num túmulo, no entanto vive hoje. Sinto-me honrada por servir esse cara me Ama tanto! Página BrancaEu apresento a página branca
contra:
Burocratas travestidos de poetas
sem-graças travestidos de sérios
Anões travestidos de crianças
Complacentes travestidos de justos
Jigles travestidos de rock
Estórias travestidas de cinema
Medo travestido de senso
Obscuros travestidos de complexos
Fraquezas travestidas de virtudes
Bagaços travestidos de polpa
Celas travestidas de lares
Pedantes travestidos de cultos
Lerdos travestidos de zen
Burrice travestida de citações
Eu apresento a página branca
a árvore sem sementes
O vidro sem nada na frente
Contra a água
Arnaldo Antunes February 14 CRISTO OU BARRABÁSA maior preocupação da Igreja hoje, no Brasil,
Nossa preocupação deveria ser:
Como a Igreja no Brasil hoje está influenciando e impactando esta nação?
Nossa pergunta deveria ser:
Será que temos sido o que Deus deseja que nós sejamos?
Deus quer e nos mostra, através da Bíblia, a responsabilidade de sermos luz para o mundo (Mateus 5:15,16).
Jesus diz que somos a luz do mundo e que ninguém acende algo para ficar escondido; isso quer dizer que a luz que está em nós deve ficar visível. Ela deve iluminar quem está em trevas, e, ao brilhar, a glória de Deus será vista nas obras. Se a sua luz brilhar, os homens verão a Deus e Ele será glorificado.
As pessoas que nos observam têm de ver a transformação que Ele tem feito em nós. Quem estiver dentro da Igreja tem a missão de levar para o mundo a “cara” desta transformação.
Quanto mais parecido com Jesus você for, mais seu impacto na terra será parecido com o dele.
Queremos só o que Jesus tem para nos dar ou somente a candeia para iluminar?
Vamos ficar parados esperando as coisas acontecer e vendo a vida passar, ou vamos correr e nos encher de Jesus?
Mateus 27:11-26
Este texto é um dos mais fortes do Novo Testamento.
A crucificação se aproxima e Pilatos se sente obrigado a dar duas alternativas para o povo:
Cristo ou Barrabás?
BARRABÁS: Foi um homem que teve a vida descrita de forma errônea. Estava preso porque cometeu algo que o condenou; talvez fosse assassino, ladrão, salteador ou bandido, entre outras coisas. Iremos conhecer algumas coisas a seu respeito que nos deixarão assustados. Por exemplo, seu nome significa filho de rabino; portanto, ele era judeu e crescera com a expectativa da vinda do Messias. Mas Barrabás foi pintado mais como um gadareno com cólica renal.
Nos quatro evangelhos:
- Mateus: era tido como um preso muito conhecido, notório, popular, famoso; - Marcos: era tido como um homem preso com os amotinadores; - Lucas: era conhecido na cidade por sedição e homicídio; - João: era tido como um salteador.
Essas descrições nos dão a idéia de um ladrão comum. Mas não; Barrabás era um homem revolucionário e sua revolta não se deu por acaso, tinha bases políticas.
Na época, Israel estava debaixo do império romano que tinha o controle de tudo, inclusive, quem seriam os sumo-sacerdotes do templo que cobrariam impostos altíssimos, que enriqueceriam o governo e a revolta seria geral.
Nos dias de Jesus na terra Pilatos era o governante. Um homem cruel no seu particular e no governo, que estava por um fio dentro da hierarquia.
Fez uso do dinheiro da Igreja para a realização de seus projetos pessoais e isso causava revolta no povo que cria nas promessas do Antigo Testamento e tinha expectativas sobre a vinda do Messias.
Entretanto, muitos não criam em Jesus porque esperavam o Salvador como um rei poderoso, e não Jesus com o plano de trazer liberdade física.
Assim como cada um de nós pode fazer escolhas, alguns escolhem estar nos caminhos de Deus, outros preferem se satisfazer com coisas que não agradam a Cristo.
Barrabás se opunha ao governo.
Ao analisar, vemos que temos mais de Barrabás em nós do que de Jesus; ou até muito mais de Jesus, mas vivemos como Barrabás, nas atitudes.
Ele representa as pessoas que cansaram de esperar. Quando não vemos as coisas acontecendo em nossas vidas no processo divino, partimos para a força e agimos fora dos propósitos e dos planos de Deus para nós. É agir de acordo com o ímpeto humano, àquele que se adianta a Deus.
O que nos vem à cabeça é: se estou esperando e nada acontece na Igreja, vou procurar no mundo, em coisas ilícitas, em caminhos paralelos para tentar alcançar o que Deus prometeu em sua Palavra.
- Barrabás também representa o ministério natural.
Deus tem a promessa de poder para a Igreja, a promessa de que dos céus virá o poder (Atos 1:8).
Deus quer capacitar a Igreja, adestrar, realizar obras maiores ou iguais; mas não conseguimos na força humana, somente na direção de Deus, como foi feito com os discípulos.
Devemos nos envolver nas coisas do Reino, não com vestes de qualquer jeito, e, sim, cheios de poder: sobrenaturalmente, para sair e sermos luz, onde quer que seja: na escola, no trabalho, na faculdade ou em casa; e naturalmente temos de nos encher do poder do Espírito Santo e esperar Deus dar a promessa, não agir na nossa força.
Não tem a ver com doutrina; mas, sim, em estar cheios do poder de Deus.
1 Coríntios 12
Fala da nossa fé e do desejo de usar sobremaneira a nossa vida para operar coisas. Esta é uma promessa e temos de esperar que se cumpra.
- Barrabás representa o pior em nós; ou seja, para ele os fins justificavam os meios. Não importava o quanto o importunasse porque ele não se importava com valores, caráter ou princípios; o que ele queria era chegar onde havia planejado.
É como se nós não nos importássemos em ser parecidos com Jesus ou em como o mundo nos vê, não se importando com a vontade de Deus. Olhamos somente para nossa ambição pessoal e que os resultados venham e sejamos reconhecidos.
- Em Barrabás vemos rebeldia, desobediência, insubmissão, insurreição, facção, motim; tudo como se fosse por alguma boa causa. Mas nem sempre a motivação é para este fim; mas, sim, para que os interesses pessoais se sobressaiam.
Onde está Jesus nisso?
Romanos 13:1-2
Que as pessoas pensam desta passagem?
- Barrabás representa o pecado em si.
Barrabás é aquela voz que te faz pecar e fazer tudo o que não agrada a Deus.
Estas são as conseqüências ao escolhermos Barrabás. Em contrapartida nem tudo se fará desgraça. Primeiro há o alerta para escolher a Cristo - em Jesus vemos que nem tudo está perdido.
Se escolhermos a Jesus, o ministério é poder centrado em Deus e não faremos nada que não seja a vontade de Deus.
Significa e simboliza:
Paulo escolheu Jesus. Em 1 Coríntios 2:4,5 Paulo diz que não falava o que era dele mesmo para que escolhesse o ministério certo, incorruptível e sem obscuridade.
É isso que precisamos viver, e não depender de homens nem visar vantagens.
Mais um personagem que não podemos deixar de lado:
- Pilatos, é aquele que tem poder de levar outros à decisão. Ele tinha autoridade para tomar a decisão de crucificar a Jesus ou não; mas lavou as mãos.
Os pastores, evangelistas, pregadores da Palavra tem o poder de levar o povo a Jesus ou não. E vemos pessoas que ficam indecisas nessa escolha.
No versículo 19 do texto de Mateus 27, não podemos esquecer da importância da esposa de Pilatos. Ela representa o profeta, o alerta de Deus para não crucificar a Jesus de novo.
É o sangue de muitas pessoas que poderiam estar indo para outro caminho que é o céu, não para o inferno por nossa falta de posicionamento.
Pilatos representa o fim do ministério da indecisão.
O fim de quem não se posiciona é a morte, pois apesar dos sonhos, de conhecer a verdade, vem a paralisia e faltam forças para lutar. Mesmo crendo em Jesus quando percebe, já está fisgado.
Um dia podemos acordar com um calor que não é sauna.
CRISTO OU BARRABÁS?
QUAL SERÁ NOSSA ESCOLHA? SÓ NOSSA ATITUDE PODE DIZER!
(Texto apóstolo Rina - Igreja Bola de Neve)
TROPA DE ELITE: A CRIMINALIZAÇÃO DA POBREZA!(Texto de Ivan Pinheiro) "Homem de preto. Qual é sua missão? É invadir favela E deixar corpo no chão" (refrão do BOPE) Não dá cair no papo furado de que "Tropa de Elite" é "arte pura" ou "obra aberta". Um filme sobre questões sociais não podia ser neutro. Trata-se de uma obra de arte objetivamente ideológica, de caráter fascista, que serve à criminalização e ao extermínio da pobreza. É possível até que os diretores subjetivamente não quisessem este resultado, mas apenas ganhar dinheiro, prestígio e, quem sabe, um Oscar. Vão jurar o resto da vida que não são de direita. Aliás, você conhece alguém no Brasil, ainda mais na área cultural, que se diga de direita? Como acredito mais em conspirações do que no acaso, não descarto a hipótese de o filme ter sido encomendado por setores conservadores. Estou curioso para saber quais foram os mecenas desta caríssima produção, que certamente foi financiada por incentivos fiscais. O filme tem objetivos diferentes, para públicos diferentes. Para os proletários das comunidades carentes, o objetivo é botar mais medo ainda na "caveira" (o BOPE, os "homens de preto"). O vazamento escancarado das cópias piratas talvez seja, além de uma estratégia de marketing, parte de uma campanha ideológica. A pirataria é a única maneira de o filme ser visto pelos que não podem pagar os caros ingressos dos cinemas. Aliás, que cinemas? Não existe mais um cinema nos subúrbios, a não ser em shopping, que não é lugar de pobre freqüentar, até porque se sente excluído e discriminado. No filme, os "caveiras" são invencíveis e imortais. O único que morre é porque "deu mole". Cometeu o erro de ir ao morro à paisana, para levar óculos para um menino pobre, em nome de um colega de tropa que estava identificado na área como policial. Resumo: foi fazer uma boa ação e acabou assassinado pelos bandidos. Para as classes médias e altas, o objetivo do filme é conquistar mais simpatia para o BOPE, na luta dos "de cima", que moram embaixo, contra os "de baixo", que moram encima. Os "homens de preto" são glamourizados, como abnegados e incorruptíveis. Apesar de bem intencionados e preocupados socialmente, são obrigados a torturar e assassinar a sangue frio, em "nosso nome". Para servir à "nossa sociedade", sacrificam a família, a saúde e os estudos. Nós lhes devemos tudo isso! Portanto, precisam ser impunes. Você já viu algum "caveira" ser processado e julgado por tortura ou assassinato? "Caveira" não tem nome, a não ser no filme. A "Caveira" é uma instituição, impessoal, quase secreta. Há várias cenas para justificar a tortura como "um mal necessário". Em ambas, o resultado é positivo para os torturadores, ou seja, os torturados não resistem e "cagüetam" os procurados, que são pegos e mortos, com requintes de crueldade. Fica outra mensagem: sem aquelas torturas, o resultado era impossível. Tudo é feito para nos sentirmos numa verdadeira guerra, do bem contra o mal. É impossível não nos remetermos ao Iraque ou à Palestina: na guerra, quase tudo é permitido. À certa altura, afirma o narrador, orgulhoso : "nem no exército de Israel há soldados iguais aos do BOPE". Para quem mora no Rio, é ridículo levar a sério as cenas em que os "rangers" sobem os morros, saindo do nada, se esgueirando pelas encostas e ruelas, sem que sejam percebidos pelos olheiros e fogueteiros das gangues do varejo de drogas! Esta manipulação cumpre o papel de torná-los ainda mais invencíveis e, ao mesmo tempo, de esconder o estigmatizado "Caveirão", dentro do qual, na vida real, eles sobem o morro, blindados. O "Caveirão", a maior marca do BOPE, não aparece no filme: os heróis não podem parecer covardes! O filme procura desqualificar a polêmica ideológica com a esquerda, que responsabiliza as injustiças sociais como causa principal da violência e marginalidade. Para ridicularizar a defesa dos direitos humanos e escamotear a denúncia do capitalismo, os antagonistas da truculência policial são estudantes da PUC, "despojados de boutique", que se dão a alguns luxos, por não terem ainda chegado à maioridade burguesa. Os protestos contra a violência retratados no filme são performances no estilo "viva rico", em que a burguesia e a pequena-burguesia vão para a orla pedir paz, como se fosse possível acabar com a violência com velas e roupas brancas, ou seja, como se tratasse de um problema moral ou cultural e não social. A burguesia passa incólume pelo filme, a não ser pela caricatura de seus filhos que, na Faculdade, fumam um baseado e discutem Foucault. Um personagem chamado "Baiano" (sutil preconceito) é a personificação do tráfico de drogas e de armas, como se não passasse de um desses meninos pobres, apenas mais espertos que os outros, que se fazem "Chefe do Morro" e que não chegam aos trinta anos de idade, simples varejistas de drogas e armas, produtos dos mais rentáveis do capitalismo contemporâneo. Nenhuma menção a como as drogas e armas chegam às comunidades, distribuídas pelos grandes traficantes capitalistas, sempre impunes, longe das balas achadas e perdidas. E ainda responsabilizam os consumidores pela existência do tráfico de drogas, como se o sistema não tivesse nada a ver com isso! O Estado burguês também passa incólume pelo filme. Nenhuma alusão à ausência do Estado nas comunidades carentes, principal causa do domínio do banditismo. Nenhuma denúncia de que lá falta tudo que sobra nos bairros ricos. No filme, corrupção é um soldado da PM tomar um chope de graça, para dar segurança a um bar. Aliás, o filme arrasa impiedosamente os policiais "não caveiras", generalizando- os como corruptos e covardes, principalmente os que ficam multando nossos carros e tolhendo nossas pequenas transgressões, ao invés de subirem o morro para matar bandido. A grande sacada do filme é que o personagem ideológico principal não é o artista principal. Este, branco, é o que mais mata. Ironicamente, chama-se Nascimento. É um tipo patológico, messiânico, sanguinário, que manda um colega matar enquanto fala ao celular com a mulher sobre o nascimento do filho. Mas para fazer a cabeça de todos os públicos, tanto os "de cima" como os "de baixo", o grande e verdadeiro herói da trama surge no final: Thiago, um jovem negro, pacato, criado numa comunidade pobre, que foi trabalhar na PM para custear seus estudos de Direito, louco para largar aquela vida e ser advogado. Como PM, foi um peixe fora d'água: incorruptível, respeitava as leis e os cidadãos. Generoso, foi ele quem comprou os óculos para dar para o menino míope. Sua entrada no BOPE não foi por vocação, mas por acaso. Para ficar claro que não há solução fora da repressão e do extermínio e que não adianta criticar nem fazer passeata, pois "guerra é guerra", nosso novo herói se transforma no mais cruel dos "caveiras" da tropa da elite, a ponto de dar o tiro de misericórdia no varejista "Baiano", depois que este foi torturado, dominado e imobilizado. Para não parecer uma guerra de brancos ricos contra negros pobres, mas do bem contra o mal, o nosso herói é um "caveira" negro, que mata um bandido "baiano", de sua própria classe, num ritual macabro para sinalizar uma possibilidade de "mobilidade social", para usar uma expressão cretina dos entusiastas das "políticas compensatórias" . A fascistização é um fenômeno que vem sendo impulsionado pelo imperialismo em escala mundial. A pretexto da luta contra o terrorismo, criminalizam- se governos, líderes, povos, países, religiões, raças, culturas, ideologias, camadas sociais. Em qualquer país em que "Tropa de Elite" passar, principalmente nos Estados Unidos e na Europa, o filme estará contribuindo para que a sociedade se torne mais fascista e mais intolerante com os negros, os imigrantes de países periféricos e delinqüentes de baixa renda. No Brasil, a mídia burguesa há muito tempo trabalha a idéia de que estamos numa verdadeira guerra, fazendo sutilmente a apologia da repressão. Sentimos isso de perto. Quantas vezes já vimos pessoas nas ruas querendo linchar um ladrão amador, pego roubando alguma coisa de alguém? Quantas vezes ouvimos, até de trabalhadores, que "bandido tem que morrer"? Se não reagirmos, daqui a pouco a classe média vai para as ruas pedir mais BOPE e menos direitos humanos e, de novo, fazer o jogo da burguesia, que quer exterminar os pobres, que só criam problemas e ainda por cima não contam na sociedade de consumo. Daqui a pouco, as milícias particulares vão se espalhar pelo país, inspiradas nos heróicos "homens de preto", num perigoso processo de privatização da segurança pública e da justiça. Não nos esqueçamos do modelo da "matriz": hoje, os mais sanguinários soldados americanos no Iraque são mercenários recrutados por empresas particulares de segurança, não sujeitos a regulamentos e códigos militares. Parafraseando Bertolt Brecht, depois vai sobrar para nós, que teimamos em lutar contra o fascismo e a barbárie, sonhando com um mundo justo e fraterno. A trilha sonora do filme já avisou: "Tropa de Elite, Osso duro de roer, Pega um, pega geral. Também vai pegar você!" Plano Colômbia: oligarquias versus a naçãoIn: http://www2.correiocidadania.com.br/ed221/internacional.htm
O Plano Colômbia tem sido divulgado pela grande imprensa como um plano financiado pelos Estados Unidos, cujo objetivo é acabar com as plantações da folha de coca e, assim, combater o narcotráfico na Colômbia. Há, todavia, uma série de questões nebulosas quanto aos interesses político-econômicos envolvidos nessa intervenção norte-americana num país da América Latina, sobretudo um país que engloba uma porção substancial da Amazônia. Para esclarecer qual é o atual cenário político na Colômbia e mostrar os bastidores desse plano, o Correio entrevistou Pietro Lora Alarcón, advogado colombiano, professor de direito constitucional e relações internacionais da PUC-SP e representante no Brasil do Comitê Permanente pela Defesa dos Direitos Humanos da Colômbia. Leia abaixo a primeira parte da entrevista.
Correio: Como você avalia a visão corrente no Brasil sobre o Plano Colômbia?
Pietro Alarcón: A maior parte do que tem sido publicado no Brasil com relação ao Plano Colômbia é informação oficial fornecida pela Embaixada ou pelo Consulado. Não há divulgação da versão não-oficial, que não é estritamente a visão dos movimentos insurgentes, mas a visão do movimento popular colombiano com relação ao plano. Ou seja, como ele é observado pelos movimentos populares, pelo movimento estudantil, pelas centrais de trabalhadores.
Correio: Qual é a diferença entre conservador e liberal na Colômbia?
PA: Temos na Colômbia dois partidos institucionalizados desde o século passado. O partido conservador representava os grandes latifundiários, herdeiros das grandes extensões de terra na Colômbia, e a alta hierarquia da Igreja Católica. O Partido Liberal, do outro lado, era o herdeiro ideológico da Revolução Francesa, formado por artesãos, comerciantes, enfim, pessoas mais ligadas ao liberalismo clássico. Quando, na década de 20, apareceram partidos que representavam a classe operária e que constituíam uma alternativa às oligarquias colombianas, a diferença ideológica entre liberais e conservadores foi se diluindo até chegar ao ponto em que ambos agiram de forma conjunta contra setores populares de sua própria clientela, mas que haviam assumido uma postura em defesa do povo colombiano.
Correio: Há algum partido institucional de esquerda?
PA: A Colômbia é uma república e seu regime político é formalmente democrático. Só que essa democracia na Colômbia é ultra-restringida. Os partidos políticos de real oposição são atacados tanto pelo partido liberal como pelo conservador, ao ponto de se ter recorrido, principalmente durante os últimos 40 ou 50 anos, à violência mais cruel, à perseguição mais intolerante, mais crua, contra a aparição desses partidos. Pode-se relatar algumas experiências, como a experiência da União Patriótica. A União Patriótica é uma organização que surgiu no começo da década de 80, fruto dos acordos de paz entre as Farc e o governo conservador do Dr. Belizário Bettancourt. Essa experiência foi muito importante para a história da Colômbia, porque pela primeira vez a esquerda colombiana obteve uma porção de votos significativa: quase 380 mil votos, sendo que, tradicionalmente, a esquerda chegava a 75 mil votos. Essa União Patriótica obteve quase 400 mil votos e elegeu um número significativo de prefeitos, representantes na Câmara dos Deputados, senadores etc. Mas a União Patriótica foi atacada militarmente pela oligarquia a tal ponto que cerca de 2.500 militantes foram assassinados entre 1984 e 1995. A cúpula desse movimento foi assassinada.
Correio: Quer dizer que hoje não tem um partido institucional à esquerda? Só as guerrilhas?
PA: Hoje, existe um Partido Comunista atuante que trabalha na vida civil. Existe também um movimento chamado Frente Social e Política, que é iniciativa das centrais unitárias de trabalhadores. A idéia é que essa Frente Social e Política seja nutrida pelas forças da esquerda, as forças progressistas, populares e democráticas da Colômbia. Existe ainda um movimento armado, que é um ator político importante para fazer qualquer tipo de análise sobre a situação colombiana. Esse movimento possui dois setores: as Farc (exército do povo) e o Exército de Libertação Nacional. Esses são os 2 setores armados. As Farc lançaram recentemente um movimento político chamado Movimento Bolivariano, que atua na clandestinidade. Esses movimentos que acabo de citar são os setores políticos. Na Colômbia, existe também um movimento popular muito amplo. A população está organizada em centrais estudantis, como a associação nacional dos estudantes universitários e a associação nacional dos estudantes secundaristas, cooperativas camponesas, organizações intelectuais etc.
Correio: Mas os mais atuantes hoje em dia seriam as Farc, ou, pelo menos, este seria o movimento com maior projeção internacional.
PA: Sim, porque o problema fundamental hoje na Colômbia é a procura da paz. A paz é um anseio de todos os colombianos, incluindo o movimento insurgente. O governo de Andrés Pastrana iniciou dando muita importância à procura da paz.
Correio: Nesse sentido, alguns analistas dizem que a entrada dos EUA no Plano Colômbia deturpou muito esse processo.
PA: Exatamente.
Correio: Dizem que as Farc já estavam até mais dispostas a uma negociação com o próprio governo... Ou isso é também uma visão falsa?
PA: A procura de uma saída pacífica não foi fruto de uma hipotética vontade de paz do governo. Digamos que há um conjunto de fatores que se entrecruzam para poderem determinar que o próprio governo procurasse sentar-se com as Farc. Primeiro: o sucesso militar das Farc nos últimos anos, o seu crescimento, a possibilidade que têm de se converterem em uma alternativa de poder em um prazo curto. Segundo: a crise do próprio exército colombiano, causada pelos golpes que a guerrilha lhe infligiu. Terceiro: o modelo neoliberal colombiano, que bateu de frente com os interesses reais do povo colombiano. As demissões, as privatizações, ou seja, o receituário do FMI fez o movimento popular partir para as greves e para as ruas. A luta social cresceu e fez surgir, pela primeira vez, uma unidade entre diversos setores do povo. As ações conjuntas representaram um novo nível da luta política, engrossando a corrente de opinião favorável a um saída política negociada ao conflito social e armado colombiano. Toda essa situação, o avanço do movimento armado, a luta social crescendo, criou um problema de governabilidade para o próprio Pastrana, que se viu forçado a sentar-se com as Farc. Essa atitude foi o reconhecimento de que não são bandoleiros. São atores políticos que têm propostas e legitimidade.
Correio: O que se busca, então, a partir desse contexto?
PA: Nesse sentido, o que se busca é uma saída política negociada ao conflito social e armado colombiano, como se entende para o conjunto dos colombianos, para as Farc, para o movimento popular organizado. Entende-se como uma paz, mas com modificações sérias e profundas na estrutura nacional da Colômbia. Por exemplo, rever o modelo econômico, o que significa que a Colômbia abandone a via do neoliberalismo.
Vale o relato de uma experiência: a tática do governo de Andrés Pastrana era muita simpática. Ele dizia para os representantes das Farc na mesa quando havia uma greve: "é impossível que as Farc digam, negociando comigo, que estão de acordo com a greve dos empregados". Então, a idéia que ele tinha do processo era setorizar as questões, utilizando diferentes estratégias com os empregados, com a privatização da telecomunicação, com as Farc. Ou seja, ele pretendia romper com aquela unidade existente. E as Farc eram muito claras: "estamos negociando, mas não pactuamos com um cessar fogo. Ou seja, estamos negociando disparando". E é um movimento popular que merece nosso respaldo porque suas iniciativas e propostas (e esse é um processo muito natural) se identificaram às de outros setores. A mesma reforma agrária que exigiam os camponeses que faziam passeatas até Bogotá era aquela que as Farc estavam tentando discutir na mesa. Então, digamos que esta saída política negociada ao conflito constitui uma alternativa para pacificar a Colômbia sobre bases sólidas. Evidentemente, há outras questões, como por exemplo a reformulação do regime político colombiano, a possibilidade de que novas forças políticas disputem no cenário eleitoral. Mas, com o Plano Colômbia, tem início uma contra-resposta. O Plano Colômbia foi elaborado pelo complexo militar industrial norte-americano fundamentalmente para fazer com que as forças armadas militares na Colômbia tenham capacidade de responder. Ou seja, não há um interesse pela saída política negociada. Não há um interesse por dialogar. Ainda há um velho sonho da oligarquia colombiana e dos EUA de derrotarem militarmente o movimento insurgente.
Correio: Por que as conversações de paz sempre fracassaram?
PA: O fracasso da tentativa de 1984 foi devido a que as conversações deram lugar ao surgimento de um novo partido: a União Patriótica. Para a oligarquia colombiana isto era inadmissível e ela decidiu exterminar a nova agremiação. Para entender isso, é preciso ter presente que, para a oligarquia, para as forças armadas e para o governo norte americano, há, na Colômbia, uma guerra de baixa intensidade, que se caracteriza por um processo subversivo que tem um elemento que é o movimento armado. Mas ele tem outros atores: os partidos políticos da oposição, setores da igreja que compartilham de "teses suspeitas" como as de Leonardo Boff, Frei Betto. Os indígenas, as comunidades locais, os defensores de direitos humanos que lêem textos que não devem e depois pregam que os inimigos do povo são os militares, o Estado; os estudantes que pensam e que organizam grêmios; os camponeses que fazem passeatas: todos eles são atores do processo subversivo. Pela ótica do inimigo, caminha aí um processo insurgente. Como detê-lo? Com uma estratégia contra-insurgente. Como se faz essa estratégia? Há duas modalidades. Primeiro: para vencer uma guerra, você precisa de um tripé: povo, exército e Estado. Os militares dizem: pode-se ter o Estado e o exército, mas, se não tiver o povo, ainda que você seja militarmente superior, você corre o risco de perder essa guerra. Necessitava-se ganhar a mente do povo. Então, começaram a ser feitas as brigadas cívico-militares, ou seja, o exército realizando trabalhos sociais, mas também ganhando ideologicamente as mentes das pessoas para um projeto contra-insurgente.
De outro lado, ultiliza-se o terrorismo de Estado. Como se faz terrorismo de Estado? No Vietnã, os ingleses e os norte-americanos já tinham colocado em prática táticas de terrorismo de Estado. Na Colômbia, utiliza-se o mesmo modelo: o terrorismo vai desde a guerra psicológica, que consiste nas ameaças permanentes contra dirigentes populares, até a criação dos chamados grupos de defesa privada, esquadrões da morte e grupos paramilitares.
Correio: Que é o Fidel Castaño.
PA: Sim. Os grupos paramilitares são uma invenção do próprio Estado, com participação efetiva das forças armadas militares, para assassinar, primeiro, seletivamente e, depois, em massa, nas regiões onde há uma preponderância das idéias de esquerda. Esta é uma tática de Estado. O terrorismo é de Estado na Colômbia. January 22 GeraçãoDeus levanta neste século...uma geração de jovens que não negociam com o inferno.. que não se vendem...que querem santidade...
que estão dispostos a dedicar o melhor da vida deles a Jesus...
O mundo vê isso e não consegue compreender....
está acostumado com a velhinha do coque e do saião pregando no trem....
mas derrepente ve jovens cheios de força e vigor dando sua vida pela salvação de almas...tendo prazer na renuncia do mundo...
cheios do poder do Espirito Santo e da Glória de Deus...
Isso é maravilhoso...
nada pode pagar....
December 20 Jesus...me leva pra perto de vocêMeu Jesus... me leva pra perto de ti Me leva onde eu possa ouvir a tua voz Pois quando eu escutar... De todo coração, obedecerei Cura meu coração... faz de mim tua vontade
Pois só, na tua vontade eu posso me completar
Me leva onde eu possa ouvir tua voz ...
Aos teus pés
me jogar em teus braços... como criança me gira no ar.. este é o instante que eu espero.. este é o momento que eu mais quero.. a hora de te encontrar November 29 Mais sobre a VenezuelaEntão galera....
tenho andado muito revoltada em como a midia... principalmente a Globo e os seus veículos de informação tem tratado a questão da Venezuela...
eles simplismente jogam a informação (mentirosa), sem nenhuma base histórica.
Totalmente ultra tendenciosa. Interferem na soberania do povo venezuelano, satanizando as ações de Hugo Cháves.
Trago abaixo uns pontos da reforma constitucional. Reforma que a Globo so diz que que é ruim. Mas não se dá ao trabalho de analizar ponto por ponto, contextualizando com conjuntura atual na Venezuela.
Tem tb um documento da CIA... Mostrando que nossos veiculos de informação cumprem nada menos que mais uma ordem dos EUA. Onde dizem que o "Não" tem que ganhar no referendo.
Eles não analizam que o referendo é uma forma democrática de se decidir o futuro de uma nação.
Outra coisa, a reforma constitucional foi uma das propostas de campanha de Cháves, o que ele esta fazendo é cumprir as reinvidicações populares.
Quem não concordar ou tiver algum adendo a fazer.. fique a vontade ( de alguem tiver disposição de ler....rs)
Alguns pontos da reforma constitucional proposta por Chávez:
- "Para que os trabalhadores disponham de tempo suficiente para o desenvolvimento integral de sua pessoa, a jornada de trabalho diurna não excederá de seis horas diárias nem de trinta e seis horas semanais e a noturna não excederá de seis horas diárias nem de trinta e quatro horas semanais. Nenhum patrão ou patroa poderá obrigar os trabalhadores, ou trabalhadoras, a trabalhar horas ou tempo extraordinário. Da mesma forma deverá programar e organizar os mecanismos para a melhor utilização do tempo livre em benefício da educação, formação integral, desenvolvimento humano, físico, espiritual, moral, cultural e técnico dos trabalhadores e trabalhadoras. Os trabalhadores e trabalhadoras têm direito ao descanso semanal e férias remuneradas nas mesmas condições que as jornadas efetivamente trabalhadas". - "O Estado promoverá o desenvolvimento de um Modelo Econômico Produtivo, intermediário, diversificado e independente, fundado nos valores humanísticos de cooperação e de preponderância dos interesses comuns sobre os individuais, que garanta a satisfação das necessidades sociais e materiais do povo, a maior soma de estabilidade política e social e a maior soma de felicidade possível. Desta forma incentivará e desenvolverá distintas formas de empresas e unidades econômicas de propriedade social, tanto direta ou comunal como indireta e estatal, assim como empresas e unidades econômicas de produção e ou distribuição social, podendo estas ser propriedades mistas entre o Estado, o setor privado e o poder comunal, criando as melhores condições para a construção coletiva e cooperativa de uma Economia Socialista." - "Se proíbe o latifúndio por ser contrário ao interesse social. A República determinará mediante Lei a forma na qual os latifúndios serão transferidos para a propriedade do Estado ou dos entes ou empresas públicas, cooperativas, comunidades ou organizações sociais capazes de administrar e fazer produtivas as terras" Operación Tenaza: Informe confidencial de la CIA devela plan de saboteo al referéndum del 2 de diciembre
Por: Aporrea.org
Fecha de publicación: 27/11/07 November 20,2007
MEMORANDUM CONFIDENCIAL
De: Michael Middleton Steere, US Embassy
Para: Michael Hayden, Director Agencia Central de Inteligencia.
Asunto: Avance de la Fase Terminal de la Operación Tenaza
Tomando en consideración los anteriores avances documentales en torno a la Operación Tenaza que coordina Humint en Venezuela según la directiva 3623-g-0217, cumplo en informarle para los fines consiguientes, del status actual de dicha operación, la cual entra en su fase terminal según lo estimado.
En forma resumida, presentamos los diversos escenarios puntualizados en los memoradum anteriores, los cuales en las últimas semanas adquieren nuevos desarrollos:
<!--[if !supportLists]--> 1) <!--[endif]--> Escenario Electoral.
Tal como lo puntualicé en el informe precedente, las tendencias de intenciones de voto se mantienen. Hasta ahora las distintas mediciones realizadas, incluidas las nuestras, le dan al SI una ventaja entre 10 y 13 puntos ( 57 % SI, 44% NO ).Tal estimación porcentual se dan en el marco de una abstención que ronda el 60% de los votantes inscritos.
Nuestros análisis, observan que esta tendencia es irreversible en el corto plazo, es decir, en los próximos quince (15) días no se pueden modificar esos porcentajes de una manera significativa.
Por otro lado, la campaña publicitaria promovida por el Plan y las deserciones de las filas gubernamentales ( Podemos- Baduel, por ejemplo ) han logrado quitarle a Chávez 6 puntos en su posición de arranque inicial, tal como NO había ocurrido en otras campañas, donde ha partido con una ventaja entre 15 y 20 % Sin embargo, se puede esperar un congelamiento del impacto esperado, ya que tales tendencias tocaron piso.
En tal sentido, esta oficina recomienda ejecutar lo previsto en el Plan para la Operación Tenaza en el caso de consolidarse en los próximos días este escenario. Como es de su conocimiento hemos propuesto un abanico de respuestas, entre las que están:
Impedir el referéndum o desconocer sus resultados aún cuando se llame a votar por el NO.
En términos de orientación táctica estas bisagras pueden dar la impresión de ser contradictorias, pero para el momento político coyuntural es necesaria su combinación. En los días que quedan podemos seguir fortaleciendo las actividades que apuntan a impedir el referéndum y al mismo tiempo preparar las condiciones para desconocer los resultados del mismo.
En el acondicionamiento político del no reconocimiento de los resultados del referéndum, ha resultado importante la creación de la matriz de opinión sobre un triunfo seguro del NO y en tal sentido seguiremos trabajando con las encuestadoras que hemos contratado. Al mismo tiempo que mantenemos una sostenida campaña por el NO, se viene trabajando en la crítica al CNE y su conexión con una serie de trampas, lo cual genera en la opinión pública la sensación de fraude. En ese sentido hemos venido insistiendo en los tópicos referido a las inconsistencia del registro electoral permanente, donde contactamos con un equipo de expertos de las universidades, que por su prestigio académico hace creíble una manipulación de la data por parte del CNE, igual ocurre sobre las dudas sobre la tinta y el comportamiento de las máquinas de votación.
En este contexto, empantanar el acto de votación el día 2 de Diciembre es consustancial con la premisa de VOTA Y QUEDATE para poder producir una implosión que nos permita ejecutar la directiva ya establecida en la Operación Tenaza. En este último aspecto hemos convenido con fuerzas aliadas comenzar a dar información en las primeras horas de la tarde del Domingo 2 de Diciembre, explotando los sondeos preliminares en las mesas de votación. La operación montada requiere de una coordinación con medios de comunicación a nivel internacional, según lo pautado.
Como hemos explicado en otro documento, manejarnos en estos dos escenario no deja de ser políticamente peligroso, por la fractura que existe en los grupos opositores. A pesar de nuestro esfuerzo por unir a todos los sectores, hay opiniones encontradas en torno a algunos aspectos de nuestro Plan. Hemos realizado contactos y reuniones con Primero Justicia y Nuevo Tiempo y al parecer no van a suscribir nuestra estrategia. Todo lo contrario del Comando Nacional de la Resistencia y Acción Democrática, con quienes venimos trabajando las dos opciones. Aquí es necesario resaltar el papel que viene desempeñando Peña Esclusa y Guyon Cellis según las coordinaciones previas realizadas por Richard Nazario, en lo relativo a diseminar en todo el territorio nacional pequeños focos de protestas, que generen un clima de ingobernabilidad, permitiendo culminar en el levantamiento general de una parte sustancial de la población.
Sin embargo, considero conveniente que este nexo operacional lo canalice la oficina para evitarle complicaciones a la embajada
<!--[if !supportLists]--> 2) <!--[endif]--> Las tareas inmediatas de la fase terminal
<!--[if !supportLists]--> La combinación de las anteriores pinzas o bisagras (impedir el referéndum, denunciar el fraude y tomar la calle )para un cierre victorioso de nuestra operación, demanda de un sostenido esfuerzo diplomático para aislar aún más a Chávez en el terreno internacional, tratar de lograr la unidad de la oposición y buscar la alianza de los abstencionistas y los que votan por el NO, incrementar la presión de calle en los días previos al 2 de Diciembre, sostener con firmeza la propaganda contra el régimen, ejecutar las acciones militares de apoyo a las movilizaciones y tomas propagandísticas, culminar los aprestos operacionales de nuestras fuerzas acantonadas en la Base aledaña. El apoyo de los equipos externos provenientes del país verde y azul, esta coordinado, la acción marítima de azul esta prevista y, las fronteras con verde en los puntos determinados esta libre.
De inmediato pasamos revista a las actividades realizadas para cumplir con tales metas:
<!--[if !supportLists]--> A) <!--[endif]--> En cuanto a las movilizaciones de calle, tal como lo contempla el Plan, hemos logrado persuadir a importantes sectores estudiantiles vinculados a las instituciones educativas privadas para que se incorporen orgánicamente a nuestras iniciativas para salir de Chávez. En la tercera semana de Noviembre se logró un acuerdo marco con los lideres emergentes que han acogido nuestro ideario de democracia y libertad, varias reuniones de trabajo hemos realizados, bajo la coordinación de los rectores Rudolph Benjamín Scharikker Podolski de la Universidad Simón Bolívar y Ugalde de la Universidad Católica Andrés Bellos. Estas autoridades han constituido un equipo donde participan unos grupos de profesores entre los que destacan Ángel Oropeza y su equipo del post-grado de Ciencias Políticas. A las reuniones han asistido dirigentes estudiantiles de varias universidades: Yon Goicochea de la Universidad Católica Andrés Bello (UCAB), Juan A. Mejías de la Universidad Simón Bolívar (USB), Douglas Barrios de la Universidad Metropolitana, Ronel Gaglio de la Universidad Monte Ávila, Gabriel Gallo de la Universidad Santa María. Entre estos líderes hay consenso en términos generales, pero con algunas diferencias en cuanto a las acciones concretas para los próximos días. Ha resulltado halagador la postura asumido por dirigentes estudiantiles de un grupo denominado Bandera Roja, antiguamente enemigo jurado de los intereses nuestros en el país. Su dirigente Ricardo Sánchez, de la Universidad Central de Venezuela, fue uno de los que apoyo nuestra propuesta de acciones de calle directas contra las instituciones: CNE, Tribunal Supremo de Justicia y el Palacio de Miraflores. De todos modos, hay que seguir trabajando la unidad de acción de estos grupos, ya que hay peligro de fractura bajo la premisa de la no violencia y las exigencias operacionales que se contemplan en el Plan, siendo parte de la misma realidad contradictoria que evaluamos en el escenario electoral, ya que en estos grupos estudiantiles influyen tanto el Comando Nacional de la Resistencia como Primero Justicia y en su seno se expresan las diversas posturas partidistas.
<!--[if !supportLists]--> B) <!--[endif]--> Como usted sabe, uno de los objetivos de la Operación Tenaza es controlar una franja territorial o institucional, con apoyo masivo de ciudadanos descontentos, en un lapso contemplado entre 72 y 120 horas, tiempo estimado como lapso mínimo para detonar la fase ascendente de las acciones prevista, donde se contempla el pronunciamiento militar. En esto no están comprometidos todos los sectores, por lo que demandamos una mayor actividad del equipo dedicado a construir nuestras alianzas. Particular importancia tiene los contactos y reuniones con los oficiales de los diversos componentes, particularmente de la Guardia Nacional. Si bien el enlace que anteriormente la oficina central envió hizo su tarea, la coordinación con esta fuerza clave no ha sido fácil por la dispersión de sus comandos.
En este ámbito, como ya está enterado por el mensaje de emergencia enviado, uno de los equipos coordinado por nuestro enlace operativo fue detectado y decomisado parte del armamento, lo cual ha generado algunas dificultades de seguridad. Ante los peligros de utilización política de los hechos conocidos públicamente, hay que preparar unas coartadas y contrapropaganda que evite el impacto desmoralizante de algunas imputaciones que de seguro hará el gobierno, dado a los rastros encontrados en algunos celulares y en la lapto decomisada.
<!--[if !supportLists]--> C) <!--[endif]--> En la esfera de la propaganda y las operaciones psicológicas contempladas en el Plan en curso, es donde hemos cosechado los mayores éxitos, hasta tal punto que en las últimas semanas hemos impuesto nuestra agenda y dominado la escena publicitaria. Los aportes de la SIP y de las agencias internacionales han sido clave. Especial reconocimiento merece Benjamín Gregg ZIF, AAPP de la Embajada , por este trabajo. El y el equipo organizado por Ravell viene rindiendo sus frutos y requiere en esta última fase mayores aportes nuestros.
En este último aspecto debo informarle que de los $8 millones que fueron transferidos casi todo han sido gastado en propaganda, publicidad y contribuciones a algunas de las organizaciones de fachada.
En este último caso, hemos tenido dificultades con la Development Alternative INC, ya que la inteligencia enemiga tiene ubicada nuestra conexión con el señor Gerson Patete y tienen monitoreada la cuenta corriente del Banco Mercantil, No 0105-0026-59-102636243-1. Es urgente no seguir haciendo transferencia a esa cuenta y establecer otro canal para el financiamiento contemplados en esta fase de la Operación Tenaza.
(Textos enviados pelo companheiro Luiz Gulherme do coletivo Nós Não Vamos Pagar Nada da UFRJ) November 23 Sobre a Reforma Constitucional na Venezuela(Repasso de um e-mail que recebi)
MANIFESTO Ante o referendo constitucional e a tentiva de desestabilização na Venezuela
A Venezuela tem suportado, durante os últimos anos, a pressão das potências imperialistas, a perseguição midiática dos grandes meios de comunicação e as tentativas de golpe. Tanto numa como em outra situação, os setores oligárquicos têm sido derrotados pela classe trabalhadora e pelo povo pobre venezuelano, nas ruas e nas urnas, com uma dignidade que é exemplo não só para o resto do continente, mas para o resto do mundo.
A reforma da Constituição bolivariana, estejamos ou não de acordo com cada um de seus pontos, é, em seu conjunto, uma reforma que oferece a possibilidade de aprofundar o processo revolucionário. A proibição do latifúndio e dos monopólios, o reconhecimento dos conselhos populares como parte do poder público, a eliminação da autonomia do Banco Central, o direito de voto aos 16 anos, a promoção de atividades econômicas sob os princípios da economia socialista, a diminuição da jornada de trabalho semanal de 40 horas para 36 horas, entre outras, são medidas de profundo caráter anti-neoliberal e anti-imperialista. Mas, sobretudo, é uma reforma que deve ser ratificada no referendo, em mais um exercício de soberania popular.
A grande burguesia e a direita pró-imperialista, dividida entre a posição de abstenção e o apoio ao NÃO, continuam tendo o poder econômico, o financiamento e a conivência do imperialismo estadunidense e europeu. Mais recentemente, o general Baduel , ex-ministro de defesa do governo venezuelano, somou-se a esses setores manifestando sua rejeição à reforma, através de entrevista à imprensa. Todos eles se atemorizam com as mudanças propostas na reforma constitucional. Tentam, por isso, minar sua aprovação, desestabilizando o país para que o referendo ou não aconteça, ou se realize sob coerção. Sem dúvida, utilizarão todos os métodos possíveis e contarão com o apoio de todos os grandes meios de comunicação. Devemos estar preparados para isso porque a aprovação da reforma, com um amplo respaldo, seria uma nova e dura derrota moral para os que, há muitos anos, têm medo de perder ou não poder restaurar seus privilégios.
Não temos dúvidas de que o aprofundamento do processo bolivariano, e sua extensão para outros países latinoamericanos, serão as melhores garantias da derrota do imperialismo e de seus planos golpistas. Estamos convencidos de que o povo venezuelano voltará a triunfar sobre aqueles que lhes negam sua liberdade. Fará isso outra vez em 2007, como fez em Abril de 2002 ou como fez na paralisação petroleira e patronal.
Por isso, solicitamos ao mundo do trabalho, à juventude e ao conjunto dos movimentos sociais e da esquerda, o apoio ao “SIM” no referendo constitucional e a mais ampla solidariedade com o povo venezuelano, que avança rumo à revolução bolivariana na perspectiva de construir o socialismo do século XXI.
*** Enviar assinaturas (com nome, sobrenome e país) para venezuelasolidaridad@yahoo.com
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